Retrô nº 22 - BARROCO BRASILEIRO

 

Ano 3 - Edição nº. 22
Pág. ÍNDICE / SEÇÃO           (clique na seção para ver matéria)
INDEX
Almanaque: Antiguidade: investimento ou reserva de capital?
Ateliê: Bons tempos - Restauro de motos antigas
Bricabraque: Blanc-de-Chine e outras coleções
Capa: Barroco brasileiro
Master Colecionador: Compoteiras
Monsieur Retrô: A indústria de louças no Brasil
Olho Mágico: Tiradentes (MINAS GERAIS)
Palheta: Núcleo Bernardelli
Retromania Brasil: Salão de Arte 2007
Retromania Mundo: Jardins palacianos
   

VERSÃO ON-LINE COMPLETA

   
 

INDEX - - - - -

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

Veja matéria!

     

Restauro e recuperação da originalidade
de ícones como a Lambretta e outras marcas de motocicletas que fizeram sucesso com
a “juventude transviada”
das décadas de 1950/60.

Veja matéria!
     
Veja matéria!

Uma corrente mais pessimista de leiloeiros e antiquários, contrariando a própria natureza de sua profissão, costuma pregar que antiguidade não é investimento. Veja!.

 

"Deusas chinesas" do antiquário
Ricardo Osório Magalhães.

Sua coleção de Blanc-de-Chine
.

"Cavalinhos de chumbo"
de Hélio da Costa Gomes.

"Lances para colecionador"
por Alberto Youle.

"300 anos" da Dorotheum.
 

Veja matéria!  
 

ATELIÊ - - - - -

 

Restaurar e recuperar a originalidade de ícones como a Lambretta e outras marcas de motocicletas que fizeram sucesso com a “juventude transviada” das décadas de 1950/60 é um trabalho demorado e requer a perícia de um profissional que saiba sobre mecânica, elétrica, funilaria, pintura e acessórios.

A história da Lambretta teve início com o italiano Ferdinando Innocenti, após a Segunda Guerra Mundial, decide reconstruir a sua fábrica de tubos de aço sem costura na cidade de Lambratte. O empresário percebeu que duas necessidades eram prioritárias no seu país: produzir equipamento industrial e maquinaria pesada, e abastecer a população com um transporte barato e seguro. Para desenvolver esse projeto Innocenti se une ao engenheiro Pierluigi Torre que inventa um veículo de baixo custo de  produção e barato de se manter, que foi a Lambretta. 

A produção começou em 1947, após um ano de testes,  e o primeiro exemplar
foi batizado de Modelo A – motor de dois tempos com um único
cilindro e pistão de 52 mm de diâmetro – e desenvolvia
até 33 km com apenas um litro de gasolina.

No Brasil, a Lambretta abriu sua primeira fábrica em 1955
no bairro da Lapa, em São Paulo (SP), justamente
quando a motoneta (scooter) era moda
no mundo na década de 1950.

A marca italiana teve seu apogeu
de produção entre 1958 e 1960,
superando 50 mil unidades/ano.

Passados tantos anos, exemplares
dessa época continuam circulando
pelas ruas graças ao trabalho de
restauro que recupera toda a
originalidade do veículo que, ainda hoje,
atraí a atenção de muitos colecionadores e apaixonados      pelo tema.

 

Para resgatar parte dessa história, o empresário Osmani Araújo de Souza é um especialista no assunto. “Convivo com essas máquinas há 20 anos, mas abri a minha oficina de restauro há sete anos. Larguei a contabilidade para me dedicar exclusivamente a esse trabalho, que começou por curiosidade”, conta esse jovem de 37 anos que é autodidata no que faz.

Saiba mais lendo matéria completa de Retrô de agosto.

 
 

ALMANAQUE - - - - -

 

Uma corrente mais pessimista de leiloeiros e antiquários, contrariando a própria natureza de sua profissão, costuma pregar que antiguidade não é investimento. Em termos.

É claro que não devemos pensar em antiguidade como uma aplicação clássica, com direito a rentabilidade e liquidez imediatos. O ato de colecionar ou adquirir antiguidades, antes de mais nada, é curtição, é prazer. Talvez possa ser considerado uma reserva de capital, como um investimento a longo prazo. Além disso, uma boa peça de época é capaz de conferir um up grade na decoração de qualquer residência.

Mas o que é antiguidade? Para leigos, diferir o antigo do “velho” costuma ser trabalhoso, quando não uma missão inglória. Por isso, recorrer a um profissional de confiança no momento em que se decidir pela compra de um móvel ou uma peça decorativa é a melhor pedida. Saiba que, também neste mercado, o risco de se levar “gato por lebre” é uma realidade, graças à tecnologia que vem permitindo, nos últimos tempos, a fabricação de cópias cada vez mais sofisticadas.

Leia artigo na íntegra de Isabella Blanco na edição 22 de Retrô.
 

 
 

BRICABRAQUE - - - - -

 

PASSE O MOUSE!

Bonita de se ver, difícil de encontrar. Essa é a definição que o antiquário Ricardo Osório Magalhães faz da sua coleção de Blanc-de-Chine, que está entre as melhores porcelanas das Companhias das Índias no quesito qualidade.

Ao todo são 17 peças esculpidas com figuras diversas, como deuses e pescadores. “A maioria são mulheres, que representam divindades. Não tenho nenhum exemplar com a temática animal, geralmente elefante, cão e outros”, diz o colecionador natural de Pelotas (RS), que ao longo dos seus 51 anos sempre conviveu com arte e cultura por causa da sua família e da profissão.

>> passe o mouse <<         

Saiba mais lendo matéria completa de Retrô de agosto.

 

O convívio com cavalos é fato marcante na vida de Hélio da Costa Gomes que, aos 70 anos, ainda é um apaixonado pelo animal. Sua aventura pelo mundo eqüino iniciou-se aos 10 anos, e desde então guarda uma delicada coleção de cavalinhos de chumbo e seus respectivos montadores que trotaram pelas pistas do Jockey Club do Rio de Janeiro (RJ)


>> imagens alternadas <<

Gomes conserva 120 itens acondicionados em caixas de madeira e envoltos em algodão. Tanto os cavalos como os jockeys têm como principal característica a pintura feita pelo empresário fluminense, que repetia os uniformes e as cores das “duplas” mais famosas de cada época, copiados dos programas distribuídos aos freqüentadores das corridas. “Quando comprava as peças, estas vinham cruas, limpas. Somente depois é que, olhando os respectivos programas, eu desenhava com um pincel fino”, relembra, acrescentando que nessa época um brinquedo em forma de pista de corrida também era  sonho de consumo da garotada, além dos jogos infantis.

Saiba mais lendo a Retrô de agosto.

 



>> imagens alternadas <<

Há cinco anos, a cidade do Rio de Janeiro (RJ) sedia, periodicamente, um leilão diferenciado, que tem como principal atrativo objetos colecionáveis. Organizado por Alberto Youle, o Leilão de Colecionismo – como é oficialmente conhecido no mercado de arte e antiguidades – reúne itens dos mais diversos segmentos e épocas. “Realizamos a captação de peças em todo o Brasil e a nossa principal preocupação é com a qualidade e não somente com a quantidade do que irá ser leiloado”, ressalta.

Freqüentemente figuram nos catálogos selos, revistas, medalhas, mapas, cartões-postais, canetas, documentos, moedas e cédulas, gravuras e tantos outros. Segundo Youle, a maior oferta são de livros, seguido de fotos, postais e itens de numismática. “Uma curiosidade à parte são os brinquedos antigos, que sempre atraem a atenção do público. Além desse, há também uma estante reservada especialmente para memorabília esportiva, entre os quais literatura, camisas, bolas e chuteiras, que percorrem desde a primeira Copa do Mundo (1930) até os dias de hoje”, revela.

Mais nas páginas de Retrô.
 



  

Os números são fabulosos: 600 pregões por ano, 100 catálogos publicados anualmente, 70 consultores especializados e 40 departamentos (de pintura européia ao art nouveau, de automóveis antigos a joalheria, de mobiliário de época a instrumentos científicos). Estamos falando da mais antiga casa de leilões do mundo, a austríaca Dorotheum, um ícone que está completando 300 anos.


Fundada em 1707 como uma casa de penhores, é hoje considerada a quinta no mundo em volume de negócios e a maior da Europa Central. Em 2006, bateu seu próprio recorde: mais de 89 milhões de euros em negócios movimentados. Assim como as gigantes do setor Sotheby’s, Christie’s e Drouot, a casa dá ênfase aos setores mais nobres das artes, como nos trabalhos dos Old Masters (Rembrabdt, Brueghel e outros), na pintura do XIX, a arte moderna e contemporânea, e variados temas de antiguidades como vidros, porcelana, prata, móveis, relógios, moedas, livros, selos, autógrafos, militária e brinquedos antigos etc. Realiza leilões diários, ocupando suas instalações no centro de Viena, um imponente edifício neobarroco do fim do século XIX.


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Saiba mais lendo matéria completa de Retrô de agosto.

 
 

CAPA - - - - -

 

Usada pelos portugueses para designar as pérolas naturais de forma bizarra, irregulares, diferentes das conhecidas pérolas esféricas, a palavra “Barroco” será sinônimo de um dos movimentos artísticos mais importantes surgidos na Europa e no Brasil, como manifestação surpreendente de uma arte criadora e original, dentro da história da arte ocidental.

O estilo Barroco chegou ao Brasil por meio dos colonizadores, sobretudo portugueses, leigos e religiosos. Seu desenvolvimento pleno aconteceu no século XVIII, praticamente cem anos após ter florescido no continente europeu, estendendo-se até as duas primeiras décadas do século XIX.

Enquanto estilo, o Barroco brasileiro constitui-se como um caldeirão de diversas tendências do original europeu, sofrendo tanto influências portuguesas, quanto francesas, italianas e espanholas. Tal mistura será acentuada nas oficinas laicas, multiplicadas ao longo do século, onde mestres portugueses se uniram aos filhos de europeus já nascidos no Brasil, e seus descendentes caboclos e mulatos, para realizar algumas das mais belas obras da produção artística brasileira.

Essa “mulatização” do Barroco no Brasil, unindo elementos populares e eruditos produzidos nos ateliês artesanais, é bastante clara quando observamos, por exemplo, formas do gótico tardio alemão em obras do mestre Aleijadinho, o artista mais representativo desse estilo no país. O movimento, contudo, atingiu seu auge artístico a partir de 1760, principalmente com a variação Rococó do Barroco mineiro.

Leia artigo na íntegra de José Márcio Viezzi Molfi na edição de agosto de Retrô.

 
 

MASTER COLECIONADOR - - - - -

 


 

Tradição brasileira desde o século XIX, o doce de fruta em calda - ou compota – sempre marcou presença em nossas mesas, mesmo depois de o “quitute feito em casa” perder espaço para as sobremesas de supermercados ou para as compotas industrializadas. Felizmente, desse velho costume restaram seus belos e antigos recipientes: as compoteiras de vidro colorido ou cristal translúcido, que ainda atraem colecionadores como o antiquário Herbert Gomes, há 37 anos formando um acervo com itens de procedências, épocas e modelos diversos.

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Herbert pode ser considerado um multicolecionador. Mas, seu acervo pioneiro foi justamente o de compoteiras, iniciado em 1970. A primeira peça, adquirida num parque de diversões, numa barraca de pesca, trata-se de um exemplar brasileiro com desenho de cachos de uvas e na cor de fogo (também conhecido como carnival glass ou casca de cebola). Desde então, conseguiu reunir 160 itens brasileiras e europeus. “As compoteiras nacionais, geralmente, ostentam a marca Esberard, a primeira grande indústria brasileira de vidros, criada em 1882, que em pouco mais de dez anos ganhaou prestígio em todo o País e empregou mais de 500 operários”, explica o antiquário, que possui também modelos das manufaturas francesas Saint-Louis e Baccarat.

Conheça esta belíssima coleção na Retrô de agosto.

 
 

OLHO MÁGICO - - - - -

 

 

Na praça principal dessa jóia do barroco mineiro existe, há 51 anos, uma loja de curiosidades das mais insólitas: desde peças de época, até artesanato local, passando por bugigangas que há séculos não se fabricam mais. Foi lá, na Oficina de Ourives Santíssima Trindade, que encontramos este relógio de barbearia dos anos 1920/30, em perfeito funcionamento.

Com os numerais ao contrário, o relógio era fixado na parede oposta à bancada de trabalho, para que refletisse a imagem correta das horas, ao simples olhar do barbeiro no espelho. Da marca norte-americana Ansonia, era oferecido a R$ 1.100,00.

Saiba mais sobre o Núcleo  Bernardelli na Retrô de agosto.

 
 

PALHETA - - - - -

 

Nascido do inconformismo com o tradicional ensino artístico ministrado na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, um grupo de alunos resolveu se rebelar fundando, em 1931, um núcleo de artistas que se oporá aos cânones conservadores do aprendizado das artes plásticas naquela cidade.

Fundado em 12 de junho de 1931 por alguns pintores comprometidos com a oposição ao modelo de ensino da Escola Nacional de Belas Artes, o Núcleo Bernardelli preconizou a formação, o aprimoramento técnico e a profissionalização artísticos naqueles anos. Um dos líderes do grupo, o artista Edson Motta (1910 – 1981) sintetizou a função do núcleo ao afirmar na época que: “(...) queremos liberdade de pesquisa e uma reformulação do ensino artístico da Escola Nacional de Belas Artes, reduto de professores reacionários, infensos às conquistas trazidas pelos modernos".

Além de democratizar o ensino, o grupo almejava permitir o acesso dos artistas modernos ao Salão Nacional de Belas Artes e aos prêmios de viagens ao exterior, até então dominados pelos pintores acadêmicos.

Saiba mais sobre o Núcleo  Bernardelli na Retrô de agosto.

 
 

MONSIEUR RETRÔ - - - - -

 


A cerâmica é a mais antiga de todas as invenções, uma vez que desde os mais remotos tempos o homem utiliza o barro para produzir utilitários doméstico, substituindo a pedra trabalhada, a madeira, as vasilhas feitas de frutos ou de cascas. No Brasil, muitas cerâmicas, encontradas em escavações arqueológicas, remontam do século X ao VII a.C. e é originária dos povos que habitavam a região de Marajó/PA.

Pesquisadores indicam que as primeiras peças de porcelana a desembarcarem no Brasil, na década de 1580, eram de origem chinesa. Já o surgimento de uma louça de mesa fina brasileira, de produção industrial, deu-se alguns séculos depois, originando-se na antiga tradição portuguesa da olaria, com o fabrico de peças utilitárias de barro vermelho cozido.

No Brasil, a produção de olaria liderada por portugueses industrializou-se, efetivamente, no início do século XIX, pela escala de produção, regularidade e continuidade do fornecimento, embora a produção artesanal para atender o consumo em pequena escala já existisse há muito tempo.

Essa indústria fabricava material de construção como tijolos, telhas, tubos e sifões de esgoto, nos Estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Entretanto, várias dessas olarias também produziam artigos utilitários. Nessa mesma época houve também um aumento da produção artesanal em quase todo o País.

Após a chegada da Família Real, a indústria de olaria se expandiu sobremaneira, através da diversificação dos artigos produzidos (talhas, canecas, pratos, boiões, sopeiras, garrafas, moringas, urinóis, escarradeiras, medalhões decorativos, ornamentos para fachadas e jardins, vasos, etc.) e do grande esforço para a melhoria técnica desses artigos. 

Começaram a surgir peças de louça vidrada, bem como artigos com engobes claros e amarelados para imitar a faiança (revestia-se a louça de barro vermelho com uma camada de argila mais clara). Essas peças, conhecidas como “meia-faiança”, eram produzidas em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

Mais nesse artigo de Fábio Carvalho, na Retrô 22.

 
 

RETROMANIA BRASIL - - - - -

 



Em sua 14ª edição, o mais importante evento do calendário nacional de arte e antiguidades reúne 65 expositores de seis Estados – antiquários, galerias de arte e designers de jóias – para mostrar parte dos seus acervos e criações de 20 a 26 de agosto, no Clube A Hebraica, em São Paulo (SP).

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Passear pelos corredores do Salão de Arte 2007 é a garantia de uma viagem por diferentes épocas e estilos, diante do legado dos grandes mestres, do talento de jovens valores e de um significativo recorte da produção nacional. Essa é a observação que a organizadora Vera Lúcia Chaccur Chadad faz do evento, que no ano passado ganhou nova identidade ao ficar mais eclético e contemporâneo. “Preservar a essência do evento e dedicar total atenção às tendências do mercado para agregar novas propostas expositivas é o desafio que nos estimula a cada edição. Afinal, ciente da competência que marca anualmente o trabalho realizado por cada expositor, agimos com a premissa de tornar esse formato, consagrado por 14 anos, cada vez mais adequado às expectativas de colecionadores, apreciadores das artes e apoiadores”, afirma Vera.

Para esta edição, Vera conta que a demanda de expositores foi além do esperado. “Ficamos surpreendidos. Tinha fila de espera por um espaço no Salão. Infelizmente, com essa nova política de não aumentar o número de participantes, não pudemos atender a todos. Estamos sempre tentando aperfeiçoar para errar menos”, diz, acrescentando que “foi gratificante perceber que o meu vôo solo foi aceito e que estão acreditando no meu trabalho”.

Saiba mais lendo matéria completa de Retrô de agosto.
 

 
 

RETROMANIA MUNDO - - - - -

 



Com o slogan “o jardim se veste de antigo e a casa de originalidade”, os organizadores da Modenantiquaria, na cidade de Modena, na Itália, convidam para conhecer sua feira anual, que dedica um bom espaço exclusivamente aos móveis e objetos para áreas externas. 

No Brasil, a maioria dos colecionadores de arte e antiguidades costuma focar suas energias na aquisição de peças para o interior de suas residências, deixando de lado as áreas externas como jardins e piscinas. Na verdade, acabam negligenciando um espaço que, se bem decorado, poderá valorizar ainda mais o imóvel, bem como o acervo.

Por outro lado, quase nunca encontramos o que comprar em antiquários e feiras brasileiras para esses ambientes. Talvez por que os comerciantes não invistam nessas peças justamente por falta de demanda, formando um círculo vicioso. Se não temos a cultura – ou o orçamento – para pensar nesses espaços, na Europa o hábito de levar as preciosidades para os jardins é muito comum.

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Na Itália, por exemplo, há até uma feira especializada na cidade de Modena, que acontece todo mês de fevereiro. Única no gênero naquele país, a Modenantiquária transformou-se em sinônimo de antiguidade para áreas externas e já está em sua 23º. edição.

Subdividido em três segmentos, o evento reúne mais de 250 expositores durante oito dias. Só para se ter uma idéia, a feira deste ano dedicou 6 mil metros quadrados para expor fontes, colunas, portais, capitéis, fragmentos e móveis de ferro, madeira e mármore, preciosidades como uma fonte de pedra, circa 1600, em perfeito funcionamento; um elegante poço de ferro de origem siciliana, do final do século XIX; e vasos de terracota toscana, do começo do XX, entre outros. Para quem estivesse construindo ou reformando, a Modenantiquaria oferecia, ainda, revestimentos para pisos externos como pedras e blocos antigos.

Leia matéria completa na Retrô de agosto.