Restauro e recuperação da originalidade
de ícones como a Lambretta e outras marcas de motocicletas que fizeram
sucesso com
a “juventude transviada”
das décadas de 1950/60.
Uma corrente mais
pessimista de leiloeiros e antiquários, contrariando a própria natureza de
sua profissão, costuma pregar que antiguidade não é investimento. Veja!.
"Deusas chinesas" do
antiquário
Ricardo Osório
Magalhães.
Sua coleção de Blanc-de-Chine.
Restaurar e recuperar a originalidade de ícones como a
Lambretta e outras marcas de motocicletas que fizeram sucesso com a “juventude
transviada” das décadas de 1950/60 é um trabalho demorado e requer a perícia de
um profissional que saiba sobre mecânica, elétrica, funilaria, pintura e
acessórios.
A história da Lambretta teve início com o italiano
Ferdinando Innocenti, após a Segunda Guerra Mundial, decide reconstruir a sua
fábrica de tubos de aço sem costura na cidade de Lambratte. O empresário
percebeu que duas necessidades eram prioritárias no seu país: produzir
equipamento industrial e maquinaria pesada, e abastecer a população com um
transporte barato e seguro. Para desenvolver esse projeto Innocenti se une ao
engenheiro Pierluigi Torre que inventa um veículo de baixo custo de produção e
barato de se manter, que foi a Lambretta.
A produção começou em 1947, após um ano de testes,
e o primeiro exemplar
foi batizado de Modelo A –
motor de dois tempos com um único
cilindro
e pistão de 52 mm de diâmetro –
e desenvolvia
até 33 km com
apenas um litro
de gasolina.
No Brasil, a Lambretta abriu
sua primeira fábrica em 1955
no bairro da Lapa, em São Paulo (SP), justamente
quando a motoneta (scooter) era moda
no mundo na década de 1950.
A marca italiana teve seu apogeu
de produção entre 1958 e
1960,
superando 50 mil unidades/ano.
Passados tantos anos, exemplares
dessa época continuam
circulando
pelas ruas graças ao trabalho de
restauro que recupera toda a
originalidade do veículo que, ainda hoje,
atraí a atenção de muitos
colecionadores e apaixonados pelo tema.
Para resgatar parte dessa história, o empresário Osmani
Araújo de Souza é um especialista no assunto. “Convivo com essas máquinas
há 20 anos, mas abri a minha oficina de restauro há sete anos. Larguei a
contabilidade para me dedicar exclusivamente a esse trabalho, que começou por
curiosidade”, conta esse jovem de 37 anos que é autodidata no que faz.
Saiba mais lendo matéria completa de Retrô de
agosto.
Uma corrente mais
pessimista de leiloeiros e antiquários, contrariando a própria natureza de
sua profissão, costuma pregar que antiguidade não é investimento. Em termos.
É claro que não devemos
pensar em antiguidade como uma aplicação clássica, com direito a
rentabilidade e liquidez imediatos. O ato de colecionar ou adquirir
antiguidades, antes de mais nada, é curtição, é prazer. Talvez possa ser
considerado uma reserva de capital, como um investimento a longo prazo. Além
disso, uma boa peça de época é capaz de conferir um up grade na decoração de
qualquer residência.
Mas o que é antiguidade?
Para leigos, diferir o antigo do “velho” costuma ser trabalhoso, quando não
uma missão inglória. Por isso, recorrer a um profissional de confiança no
momento em que se decidir pela compra de um móvel ou uma peça decorativa é a
melhor pedida. Saiba que, também neste mercado, o risco de se levar “gato
por lebre” é uma realidade, graças à tecnologia que vem permitindo, nos
últimos tempos, a fabricação de cópias cada vez mais sofisticadas.
Leia
artigo na íntegra de Isabella Blanco na edição 22 de Retrô.
Bonita de se ver,
difícil de encontrar. Essa é a definição que o antiquário Ricardo Osório
Magalhães faz da sua coleção de Blanc-de-Chine, que está entre as melhores porcelanas das Companhias das Índias no
quesito qualidade.
Ao todo são 17 peças esculpidas com figuras diversas,
como deuses e pescadores. “A maioria são mulheres, que representam
divindades. Não tenho nenhum exemplar com a temática animal, geralmente
elefante, cão e outros”, diz o colecionador natural de Pelotas (RS), que ao
longo dos seus 51 anos sempre conviveu com arte e cultura por causa da sua
família e da profissão.
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Saiba
mais lendo matéria completa de Retrô de agosto.
O convívio com cavalos
é fato marcante na vida de Hélio da Costa Gomes que, aos 70 anos,
ainda é um apaixonado pelo animal. Sua aventura pelo mundo eqüino iniciou-se
aos 10 anos, e desde então guarda uma delicada coleção de cavalinhos de
chumbo e seus respectivos montadores que trotaram pelas pistas do Jockey
Club do Rio de Janeiro (RJ)
>> imagens alternadas <<
Gomes conserva 120
itens acondicionados em caixas de madeira e envoltos em algodão. Tanto os
cavalos como os jockeys têm como principal característica a pintura feita
pelo empresário fluminense, que repetia os uniformes e as cores das “duplas”
mais famosas de cada época, copiados dos programas distribuídos aos
freqüentadores das corridas. “Quando comprava as peças, estas vinham cruas,
limpas. Somente depois é que, olhando os respectivos programas, eu desenhava
com um pincel fino”, relembra, acrescentando que nessa época um brinquedo em
forma de pista de corrida também era sonho de consumo da garotada, além dos
jogos infantis.
Saiba mais lendo a Retrô de agosto.
>> imagens alternadas <<
Há cinco anos, a cidade do Rio de Janeiro (RJ) sedia,
periodicamente, um leilão diferenciado, que tem como principal atrativo
objetos colecionáveis. Organizado por Alberto Youle, o Leilão de
Colecionismo – como é oficialmente conhecido no mercado de arte e
antiguidades – reúne itens dos mais diversos segmentos e épocas. “Realizamos
a captação de peças em todo o Brasil e a nossa principal preocupação é com a
qualidade e não somente com a quantidade do que irá ser leiloado”, ressalta.
Freqüentemente
figuram nos catálogos selos, revistas, medalhas, mapas, cartões-postais,
canetas, documentos, moedas e cédulas, gravuras e tantos outros. Segundo
Youle, a maior oferta são de livros, seguido de fotos, postais e itens de
numismática. “Uma curiosidade à parte são os brinquedos antigos, que
sempre atraem a atenção do público. Além desse, há também uma estante
reservada especialmente para memorabília esportiva, entre os quais
literatura, camisas, bolas e chuteiras, que percorrem desde a primeira Copa
do Mundo (1930) até os dias de hoje”, revela.
Mais
nas páginas de Retrô.
Os números são fabulosos: 600 pregões por ano, 100
catálogos
publicados anualmente,
70 consultores especializados e 40
departamentos (de pintura européia ao art nouveau, de automóveis antigos a
joalheria, de mobiliário de época a instrumentos científicos). Estamos
falando da mais antiga casa de leilões do mundo, a austríaca Dorotheum,
um ícone que está completando 300 anos.
Fundada
em 1707 como uma casa de penhores, é hoje considerada a quinta no mundo em
volume de negócios e a maior da Europa Central. Em 2006, bateu seu próprio
recorde: mais de 89 milhões de euros em negócios movimentados. Assim como as
gigantes do setor Sotheby’s, Christie’s e Drouot, a casa dá ênfase aos
setores mais nobres das artes, como nos trabalhos dos Old Masters
(Rembrabdt, Brueghel e outros), na pintura do XIX, a arte moderna e
contemporânea, e variados temas de antiguidades como vidros, porcelana,
prata, móveis, relógios, moedas, livros, selos, autógrafos, militária e
brinquedos antigos etc. Realiza leilões diários, ocupando suas instalações
no centro de Viena, um imponente edifício neobarroco do fim do século XIX.
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Saiba
mais lendo matéria completa de Retrô de agosto.
Usada
pelos portugueses para designar as pérolas naturais de forma bizarra,
irregulares, diferentes das conhecidas pérolas esféricas, a palavra “Barroco”
será sinônimo de um dos movimentos artísticos mais importantes surgidos na
Europa e no Brasil, como manifestação surpreendente de uma arte criadora e
original, dentro da história da arte ocidental.
O estilo Barroco chegou ao Brasil por meio dos
colonizadores, sobretudo portugueses, leigos e religiosos. Seu desenvolvimento
pleno aconteceu no século XVIII, praticamente cem anos após ter florescido no
continente europeu, estendendo-se até as duas primeiras décadas do século XIX.
Enquanto estilo, o Barroco brasileiro constitui-se como um
caldeirão de diversas tendências do original europeu, sofrendo tanto influências
portuguesas, quanto francesas, italianas e espanholas. Tal mistura será
acentuada nas oficinas laicas, multiplicadas ao longo do século, onde mestres
portugueses se uniram aos filhos de europeus já nascidos no Brasil, e seus
descendentes caboclos e mulatos, para realizar algumas das mais belas obras da
produção artística brasileira.
Essa “mulatização” do Barroco no Brasil, unindo elementos
populares e eruditos produzidos nos ateliês artesanais, é bastante clara quando
observamos, por exemplo, formas do gótico tardio alemão em obras do mestre
Aleijadinho, o artista mais representativo desse estilo no país. O movimento,
contudo, atingiu seu auge artístico a partir de 1760, principalmente com a
variação Rococó do Barroco mineiro.
Leia
artigo na íntegra de José Márcio Viezzi Molfi na edição de agosto de Retrô.
Tradição brasileira desde o século XIX, o doce de fruta em
calda - ou compota – sempre marcou presença em nossas mesas, mesmo depois de o
“quitute feito em casa” perder espaço para as sobremesas de supermercados ou
para as compotas industrializadas. Felizmente, desse velho costume restaram seus
belos e antigos recipientes: as compoteiras de vidro colorido ou cristal
translúcido, que ainda atraem colecionadores como o antiquário Herbert Gomes,
há 37 anos formando um acervo com itens de procedências, épocas e modelos
diversos.
>> passe o mouse << Herbert
pode ser considerado um multicolecionador. Mas, seu acervo pioneiro foi
justamente o de compoteiras, iniciado em 1970. A primeira peça, adquirida num
parque de diversões, numa barraca de pesca, trata-se de um exemplar brasileiro
com desenho de cachos de uvas e na cor de fogo (também conhecido como carnival
glass ou casca de cebola). Desde então, conseguiu reunir 160 itens brasileiras e
europeus. “As compoteiras nacionais, geralmente, ostentam a marca Esberard, a
primeira grande indústria brasileira de vidros, criada em 1882, que em pouco
mais de dez anos ganhaou prestígio em todo o País e empregou mais de 500
operários”, explica o antiquário, que possui também modelos das manufaturas
francesas Saint-Louis e Baccarat.
Conheça
esta belíssima coleção na Retrô de agosto.
Na praça
principal dessa jóia do barroco mineiro existe, há 51 anos, uma loja de
curiosidades das mais insólitas: desde peças de época, até artesanato local,
passando por bugigangas que há séculos não se fabricam mais. Foi lá, na Oficina
de Ourives Santíssima Trindade, que encontramos este relógio de barbearia dos
anos 1920/30, em perfeito funcionamento.
Com os numerais ao contrário, o relógio
era fixado na parede oposta à bancada de trabalho, para que refletisse a imagem
correta das horas, ao simples olhar do barbeiro no espelho. Da marca
norte-americana Ansonia, era oferecido a R$ 1.100,00.
Saiba mais sobre o Núcleo Bernardelli na Retrô de
agosto.
Nascido do inconformismo com o tradicional ensino artístico
ministrado na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, um grupo
de alunos resolveu se rebelar fundando, em 1931, um núcleo de artistas que se
oporá aos cânones conservadores do aprendizado das artes plásticas naquela
cidade.
Fundado em 12 de junho de 1931 por alguns pintores
comprometidos com a oposição ao modelo de ensino da Escola Nacional de Belas
Artes, o Núcleo Bernardelli preconizou a formação, o aprimoramento
técnico e a profissionalização artísticos naqueles anos. Um dos líderes do
grupo, o artista Edson Motta (1910 – 1981) sintetizou a função do núcleo ao
afirmar na época que: “(...) queremos liberdade de pesquisa e uma reformulação
do ensino artístico da Escola Nacional de Belas Artes, reduto de professores
reacionários, infensos às conquistas trazidas pelos modernos".
Além de democratizar o ensino, o grupo almejava permitir o
acesso dos artistas modernos ao Salão Nacional de Belas Artes e aos prêmios de
viagens ao exterior, até então dominados pelos pintores acadêmicos.
Saiba mais sobre o Núcleo Bernardelli na Retrô de
agosto.
A cerâmica é a mais antiga de todas as invenções, uma vez
que desde os mais remotos tempos o homem utiliza o barro para produzir
utilitários doméstico, substituindo a pedra trabalhada, a madeira, as
vasilhas feitas de frutos ou de cascas. No Brasil, muitas cerâmicas,
encontradas em escavações arqueológicas, remontam do século X ao VII a.C. e
é originária dos povos que habitavam a região de Marajó/PA.
Pesquisadores
indicam que as primeiras peças de porcelana a desembarcarem no Brasil, na
década de 1580, eram de origem chinesa. Já o surgimento de uma louça de mesa
fina brasileira, de produção industrial, deu-se alguns séculos depois,
originando-se na antiga tradição portuguesa da olaria, com o fabrico de
peças utilitárias de barro vermelho cozido.
No Brasil, a produção de olaria liderada por portugueses
industrializou-se, efetivamente, no início do século XIX, pela escala de
produção, regularidade e continuidade do fornecimento, embora a produção
artesanal para atender o consumo em pequena escala já existisse há muito
tempo.
Essa indústria fabricava material de construção como
tijolos, telhas, tubos e sifões de esgoto, nos Estados de Santa Catarina,
Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Entretanto, várias dessas olarias
também produziam artigos utilitários. Nessa mesma época houve também um
aumento da produção artesanal em quase todo o País.
Após
a chegada da Família Real, a indústria de olaria se expandiu sobremaneira,
através da diversificação dos artigos produzidos (talhas, canecas, pratos,
boiões, sopeiras, garrafas, moringas, urinóis, escarradeiras, medalhões
decorativos, ornamentos para fachadas e jardins, vasos, etc.) e do grande
esforço para a melhoria técnica desses artigos.
Começaram a surgir peças de louça vidrada, bem como artigos
com engobes claros e amarelados para imitar a faiança (revestia-se a louça
de barro vermelho com uma camada de argila mais clara). Essas peças,
conhecidas como “meia-faiança”, eram produzidas em Minas Gerais, Rio de
Janeiro e Paraná.
Em sua 14ª edição, o mais importante evento do calendário
nacional de arte e antiguidades reúne 65 expositores de seis Estados –
antiquários, galerias de arte e designers de jóias – para mostrar parte dos seus
acervos e criações de 20 a 26 de agosto, no Clube A Hebraica, em São Paulo (SP).
>> passe o mouse << Passear
pelos corredores do Salão de Arte 2007 é a garantia de uma viagem por diferentes
épocas e estilos, diante do legado dos grandes mestres, do talento de jovens
valores e de um significativo recorte da produção nacional. Essa é a observação
que a organizadora Vera Lúcia Chaccur Chadad faz do evento, que no ano
passado ganhou nova identidade ao ficar mais eclético e contemporâneo.
“Preservar a essência do evento e dedicar total atenção às tendências do mercado
para agregar novas propostas expositivas é o desafio que nos estimula a cada
edição. Afinal, ciente da competência que marca anualmente o trabalho realizado
por cada expositor, agimos com a premissa de tornar esse formato, consagrado por
14 anos, cada vez mais adequado às expectativas de colecionadores, apreciadores
das artes e apoiadores”, afirma Vera.
Para esta edição, Vera conta que a demanda de expositores
foi além do esperado. “Ficamos surpreendidos. Tinha fila de espera por um
espaço no Salão. Infelizmente, com essa nova política de não aumentar o número
de participantes, não pudemos atender a todos. Estamos sempre tentando
aperfeiçoar para errar menos”, diz, acrescentando que “foi gratificante
perceber que o meu vôo solo foi aceito e que estão acreditando no meu trabalho”.
Saiba
mais lendo matéria completa de Retrô de agosto.
Com o slogan “o
jardim se veste de antigo e a casa de originalidade”, os organizadores da
Modenantiquaria, na cidade de Modena, na Itália, convidam para conhecer sua
feira anual, que dedica um bom espaço exclusivamente aos móveis e objetos para
áreas externas.
No Brasil, a
maioria dos colecionadores de arte e antiguidades costuma focar suas energias na
aquisição de peças para o interior de suas residências, deixando de lado as
áreas externas como jardins e piscinas. Na verdade, acabam negligenciando um
espaço que, se bem decorado, poderá valorizar ainda mais o imóvel, bem como o
acervo.
Por outro lado,
quase nunca encontramos o que comprar em antiquários e feiras brasileiras para
esses ambientes. Talvez por que os comerciantes não invistam nessas peças
justamente por falta de demanda, formando um círculo vicioso. Se não temos a
cultura – ou o orçamento – para pensar nesses espaços, na Europa o hábito de
levar as preciosidades para os jardins é muito comum.
>> passe o mouse <<
Na Itália, por exemplo, há
até uma feira especializada na cidade de Modena, que acontece todo mês de
fevereiro. Única no gênero naquele país, a Modenantiquária transformou-se em
sinônimo de antiguidade para áreas externas e já está em sua 23º. edição.
Subdividido em
três segmentos, o evento reúne mais de 250 expositores durante oito dias. Só para se ter uma idéia, a
feira deste ano dedicou 6 mil metros quadrados para expor fontes, colunas,
portais, capitéis, fragmentos e móveis de ferro, madeira e mármore,
preciosidades como uma fonte de pedra, circa 1600, em perfeito funcionamento; um
elegante poço de ferro de origem siciliana, do final do século XIX; e vasos de
terracota toscana, do começo do XX, entre outros. Para quem
estivesse construindo ou reformando, a Modenantiquaria oferecia, ainda,
revestimentos para pisos externos como pedras e blocos antigos.